CENTRO ESPÍRITA SEBASTIÃO, "O MÁRTIR"

Primeiro Centro Espírita do Distrito Federal, fundado em 20 de janeiro de 1958

 

TRAJETORIA PARA O FUTURO
Por Elvécio Diniz (*)

Em 2008 o Cesom completa 50 anos. Mais uma vez tivemos ampliada a oportunidade de reflexão sobre a importância da Doutrina Espírita em nossas vidas. Foi e continua sendo a Casa de Sebastião o Mártir, um esteio vigoroso na sustentação de nossas passadas, no clarear dos horizontes pessoais, na inspiração para o caminho do bem, nas respostas para as indagações que transcendem à própria existência. É o Centro uma trajetória segura para o futuro .
Brasília surgiu do ideal de um povo cristão e ordeiro, porém insatisfeito com as condições que se desenvolvia e se elitizava margeando o Atlântico. Interiorizar era necessidade premente para a Nação, quanto aos aspectos econômicos e sociais, e a nova capital veio concretizar estes anseios. Para a Doutrina Espírita foi a grande oportunidade de expansão no país cognominado por Humberto de Campos de Coração do Mundo, Pátria do Evangelho.
O movimento espírita robustecido no triângulo mineiro pela presença de Eurípedes Barsanulfo, migrou-se para Goiás e da capital goiana para Brasília. Na Cidade livre aportou-se, em meados de 1957, família tradicional do vizinho estado, tendo por orientação recebida na Tenda do Caminho, Casa espirita de Goiânia, (hoje Erradiação Espírita), com o compromisso de fundar um núcleo da doutrina na capital federal.
As senhoras Sinha Marquês e Icanusa Del Isola, juntamente com outros encarnados e desencarnados, sob as bençãos do Cristo e orientação de Kardec, fundaram o primeiro Centro Espírita do Distrito Federal, no dia 20 de janeiro de 1958. Estava assim plantada no interior do país a Árvore do Cristianismo redivivo. Estava fincado ali, naquele ato, em estacas profundas e sólidas o projeto de expansão da Doutrina Espírita nor Brasil. A falange de Sebastião o Mártir, que havia enviado esforços cumpria uma etapa importante para o Cristianismo. Corações generosos, mercê dos ventos das necessidades pessoais, convocados para o trabalho, começaram e levaram avante a tarefa de consolidar na materiaiização ectoplasmática do roteiro, com o amálgama dos sentimentos enobrecidos pelo amor, a trajetória do Sebastião o Mártir. Neste roteiro esteve sempre presente e de forma realizadora, desde 1901, Jorge Cauhy júnior.
Foram 49 anos de solidificaçào até hoje que é o futuro do ontem. Atualmente o Centro planta no esclarecimento, na solidariedade, no respeito, no amor, o amanhã.

CURIOSIDADE

Você sabe por que o nome do Cesom é "Sebastião, o mártir"?

Sebastião, "o mártir", porque sua fundação se deu no mesmo dia da festa de comemoração de São Sebastião.

Desencarnado em 288d.C., um dos primeiros defensores do Cristianismo. Anos antes, ele havia entrado no exército romano sem revelar seu intuito de assistir e proteger os cristãos. O imperador Dioclexiano gostou dele e tornou-o comandante dos soldados em Milão. Mas a fé religiosa de Sebastião foi descoberta e ele foi condenado à morte. Um grupo de soldados amarrou-o a uma árvore, atingindo-o com flechadas. Pensando que Sebastião estava morto, deixaram-no lá. Uma cristã, chamada Irene, cuidou dele. Após ter-se recuperado, Sebastião proclamou novamente sua fé. O imperador então ordenou que ele fosse açoitado até a morte no anfiteatro, sendo enterrado depois nas catacumbas. No século IV, foi construída em sua homenagem uma basílica perto do local do sepultamento, junto à Via Appia, e seu culto data desse período: 20 de janeiro.


Fonte: Enciclopédia Barsa e Delta Larousse

 

 
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